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Programa fortalece a produção de uvas e derivados no Paraná

O Paraná se prepara para voltar a ser destaque na vitivinicultura. O tema foi o tema debatido nesta quinta-feira (29) por representantes do setor durante uma webconferência. O evento faz parte das ações do programa Revitis, do Governo do Estado, lançado em novembro de 2019 para revitalizar a produção de uvas e seus derivados por meio do fomento à produção, agroindústria, pesquisa, comércio e turismo.

Neste novo ciclo, o Revitis inicia a capacitação de técnicos e produtores, que deve envolver também parcerias com o Senar e universidades, e vai promover uma série de eventos online.

O presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater (IDR-Paraná), Natalino Avance de Souza, disse que o Estado acompanha com preocupação a redução da área e da produção de uva nos últimos anos, e trabalha para reverter esse quadro. “O programa representa a criação de oportunidades no campo, para devolver ao Paraná a sua competência nessa área, fazer essa curva voltar a ser ascendente. Queremos que os produtores saibam que o Estado está com eles nesse momento de retomada”, diz.

Segundo o coordenador do Revitis no Estado, Ronei Luiz Andretta, além das 43 unidades de referência que serão instaladas, está previsto para 2021 o desenvolvimento de 40 projetos de fomento. A partir desta quinta-feira (29), está disponível no site da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento um espaço para cadastro de produtores e outros profissionais do setor.

“O objetivo é formar uma rede de comunicação e divulgar capacitações, eventos, dias de campo, resultados de pesquisa e informações de mercado”, diz Andretta. O próximo evento do Revitis acontece em 26 de novembro, também online, e vai debater a deriva de herbicidas na viticultura.

PRODUÇÃO E CONSUMO- O ano de 2020 é decisivo para os produtores. Durante a pandemia do novo coronavírus, que paralisou os setores de eventos, bares e restaurantes, o Brasil registrou aumento no consumo de vinho. De janeiro a agosto, foram comercializados 313,3 milhões de litros, 37% a mais que no mesmo período do ano passado, segundo levantamento do Ideal Consulting.

Em virtude da alta do dólar, a expectativa é que haja valorização do produto nacional em detrimento do vinho de países como Chile, Argentina e Portugal. “O desafio para técnicos, produtores e gestão pública é fidelizar esse novo consumidor, que refinou o paladar e passará a cobrar mais qualidade”, diz o engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral), Paulo Andrade.

No Paraná, a produção de uva está disseminada na maior parte das regiões, mas tanto a área quanto o volume vêm reduzindo nos últimos anos. Atualmente, o Estado tem 3.584 hectares destinados à cultura, que somam uma produção de 53,1 mil toneladas, segundo dados do Deral. O município de Marialva, que já chegou a ter 1,6 mil hectares, hoje lidera o ranking estadual com uma área de 473 hectares (13% do total) e produção de 11,7 mil toneladas. Outros destaques são Rosário do Ivaí, Mallet, Cerro Azul e Bandeirantes.

EXPECTATIVA – O produtor José Zanchetta, da Cantina Zanchetta, em São José dos Pinhais, espera que o Paraná seja referência no setor. “Nós, que trabalhamos com o turismo, vemos com bons olhos essa oportunidade para os pequenos produtores receberem assistência”, diz.

O agricultor Vanderlei Marcos Reina, de Jesuítas, tem trocado cada vez mais a olericultura pela fruticultura em busca de maior rentabilidade. “Com apoio dos profissionais do IDR-Paraná, pretendo reduzir a área de hortas e aumentar a de uvas. Assim, meu filho, que é engenheiro agrônomo, poderá ficar na propriedade e melhorar a produção”, conta.

MERCADO – Em um levantamento recente da Paraná Turismo, 72,4% dos entrevistados revelou o desejo de viajar e participar de atividades de turismo rural. “As vinícolas precisam estar preparadas para receber turistas e desenvolver o setor”, diz o presidente da entidade, João Jacob Mehl. O diretor da Vinopar, Renato Adur, disse que o programa representa um novo marco da vitivinicultura paranaense. “Sem dúvidas, essas medidas vão efetivamente motivar o setor”.

PROGRAMA – O Revitis tem quatro eixos: o incentivo à produção, a reorganização da comercialização, o desenvolvimento do turismo e apoio à agroindústria. Além das unidades de referência, está em processo de implantação um viveiro em Santa Tereza do Oeste, para produzir material genético de qualidade.

O programa propiciou, ainda, a criação de uma rede de mais de 15 centros de pesquisa, com auxílio do IDR-Paraná. Neste ano, foram executados alguns projetos-piloto, com aquisição de mudas sadias e insumos para agricultores de Bituruna, Mato Rico, Boa Ventura de São Roque e Pitanga.

Também está prevista a formatação de 20 roteiros de turismo rural ligado à vitivinicultura, promoção de eventos regionais de enoturismo, cursos técnicos de guias turísticos, bem como capacitação de agricultores e técnicos na criação, gestão e divulgação de roteiros.

Fonte/Imagem: AEN

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